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Sinergia Gasista participa de homenagem à CUT na Alesp
Central celebrou 40 anos em show na Praia Grande, litoral Sul de São Paulo
Redação Sinergia Gasista com informações da CUT

Dirigentes do Sinergia Gasista e do Sinergia CUT estiveram nessa segunda-feira (28) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em sessão solene que homenageou a CUT. Na data, há 40 anos, a maior central sindical do Brasil e quinta maior da América Latina era fundadada em 1983, em São Bernardo do Campo para lutar por liberdade e autonomia sindical e organizar a classe trabalhadora.
Representantes da categoria gasista, compareceram o secretário-geral do Sinergia Gasista e 1º Secretario do Sinergia CUT, Rafael Magalhães, o coordenador da macrorregião de Campinas do Sinergia Campinas, Tayon Braatz, e o suplente do conselho fiscal do Sinergia Prudente, Edmar da Silva Feliciano.
Durante a celebração, convocada pelo deputado federal Luiz Claudio Marcolino (PT), o secretário-geral da Central, Aparecido Donizeti da Silva, destacou que não há um único avanço em direitos trabalhistas ou lutas sociais no último quarto de século que não tenha participação da CUT.
Ela apontou ainda a organização das novas categorias que surgem a partir dos trabalhos autônomos e informais como o grande desafio para o próximo período.
“Temos uma mesa instalada em âmbito federal para discutir a representação do conjunto de empreendedores e trabalhadores e trabalhadoras em home office, o novo mundo do trabalho que se apresenta a partir dos aplicativos e plataformas”, disse.
Donizeti destacou ainda que não é possível desenvolver um país sem o fortalecimento da classe trabalhadora, o contrário do que ocorreu nos governos do golpista Michel Temer (MDB) e do inelegível Jair Bolsonaro (PL) e apontou que para isso é preciso uma reforma do movimento sindical para democratizá-lo e fazer com que se torne ainda mais representativo.

Igualdade
Em um discurso emocionado, a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Batista, apontou o trabalho das dirigentes que a antecederam, resgatou a própria história como forma de mostrar a dedicação que lideranças sindicais precisam ter para desempenhar o papel e apontou a importância de ampliar a paridade e ajustar a entidade à realidade brasileira. A ocupação igualitário de cargos da direção entre homens e mulheres foi definida no 11º Congresso da Central Única dos Trabalhadores (Concut), em 2012.
Apesar de ter recuado na pandemia, a participação feminina no mercado de trabalho no final de 2022 era de 52,7% segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
“Conquistamos a paridade em 2012, aplicamos em 2015 e neste ano nós, mulheres da CUT, queremos debater no congresso uma paridade mais qualificada, porque sabemos fazer as coisas. Queremos construir um nome de presidenta nacional, mas também nas estaduais e ramos e discutir um protocolo de combate à violência e ao assédio vertical e horizontal com todas as secretarias para que as mulheres, a população LGBTQIA+, as negras, as obesas consigam chegar às instâncias com respeito e igualdade garantidos”, disse.
Luta estadual
Recém-eleito presidente da CUT-SP, Raimundo Suzart, trabalhador com origem no ramo químico, lembrou que a primeira sede da Central, logo após a fundação, foi instalada em Santo André, numa casa onde também ficava o Sindicato dos Químicos do ABC.
Ao abordar os caminhos para o futuro, ele afirmou que a luta contra o projeto privatista que tem sido implementado pelo governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a defesa das categorias prejudicadas por ele, ao lado da pressão por uma modelo de governo que defenda a reindustrialização no estado, serão os pontos essenciais.
“É importante o setor de serviços crescer, mas temos de retomar a industrialização para gerar novos postos de trabalho, 50% das empresas farmacêuticas foram embora, tivemos grandes indústrias fechadas. E isso afeta não só os postos que são perdidos, mas todo o entorno de produções que funcionavam a partir daquela indústria”, avaliou.
Presidente anterior da estadual, Douglas Izzo, criticou o processo de privatização que Tarcísio dá continuidade, com a ampliação da venda do Metrô, da CPTM e da educação, por meio da entrada cada vez maior de empresas privadas no setor de ensino. “Faremos luta para que a educação continue pública e estatal e o SUS também, porque vivemos a ampliação da terceirização na saúde, com as OSs (organizações sociais) que tem causado muitos problemas para povo”, falou.

Festa popular
Antes, no dia 26, a CUT celebrou aniversário com uma festa recheada de atrações na Praia Grande, litoral sul de São Paulo. A banda Ira! encerrou a série de shows em um dia que incluiu ainda apresentações de slammers (artistas que fazem poesias em espaços livres dedicados ao tema), grafite e artesanato.
A Praia Grande foi escolhida por ter sediado, em 1981, a 1ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que reuniu mais de cinco mil sindicalistas de todo o país para dar um basta aos ataques da ditadura militar ao sindicalismo e, principalmente, para organizar a luta dos trabalhadores. Ali foi gerado o embrião da CUT, que seria fundada dois anos mais tarde.
O presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, fez um resgate da importância da Central e sobre o orgulho em comemorar uma história tão intensa de lutas em defesa de trabalhadores e trabalhadoras.
“É um dia especial em que a nossa querida CUT completa 40 anos de vida, uma jovem organização, mas com um grande serviço prestado à classe trabalhadora brasileira. É uma bela história. Nascemos na ditadura militar, conseguimos a alegria de recuperar a democracia no Brasil, vimos o movimento sindical renascer ao longo desses 40 anos, firmamos parceria com movimentos importantes que surgiram como os movimentos populares e sociais, construímos parcerias com partidos e temos também a alegria de ter eleito por três vezes o nosso querido presidente Lula, que nos dá oportunidade de reconstruir o país”, disse.
Vice-presidenta da Central, Juvandia Moreira, parabenizou não somente aqueles que integraram o quadro da entidade ao longo dos anos, mas, em especial milhões de trabalhadores anônimos que, “no dia a dia da sua luta na construção civil, nas escolas, no serviço público, no campo, construíram essa história tão bela da CUT”.
“A CUT completa 40 anos de uma luta muito bonita. Ela nasceu lutando pela redemocratização do Brasil, lutando por direitos, inclusive pelo ‘direito a ter o direito de lutar’, disse, se referindo ao direito de greve, à negociação coletiva, ao direito de se aposentar, ter seguridade social, entre tantos outros”, ressaltou.





