São Paulo – Incansáveis e comprometidos com a defesa da vida, cientistas, pesquisadores e profissionais da saúde contestam a narrativa de “naturalização” das mortes pela covid-19, e destacam que ainda há tempo para que o Brasil impeça uma tragédia ainda maior na pandemia. Já são 101.752 vidas perdidas, conforme boletim de ontem (10) do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). E mais de 3 milhões de infectados.

Apesar do panorama, a aposta de organizações de saúde coletiva é o Plano Nacional de Enfrentamento à Pandemia de Covid-19. Formulado por 11 entidades da Frente pela Vida, o documento dita os rumos e recomendações “em resposta à omissão” do governo Bolsonaro. A proposta é de conhecimento do Ministério da Saúde há mais de um mês, mas segue sem ser implementada. Ao mesmo tempo, a virulência do novo coronavírus é cada vez maior, em descompasso com a falta de coordenação da União com os governos estaduais e municipais. Evidencia-se a tendência de que, “se tudo continuar assim”, o Brasil logo mais ultrapassará a marca de 200 mil mortos.